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LUSOFONIA: O NOVO RUMO DA ECONOMIA E CULTURA PORTUGUESAS

O verdadeiro espaço de afirmação do empreendedorismo português reside no contexto das nações e povos que falam português e na respectiva situação e potencial geopolítico de cada uma delas. A Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) representa a verdadeira vocação de Portugal, para que possa recuperar a dignidade e brio dos tempos em que “dava novos mundos ao mundo”.

Não somos apenas, no espaço CPLP, duzentos e quarenta milhões de pessoas que falam português. O espírito da lusofonia desenvolve relações económicas, sociais e culturais com núcleos mais alargados, para além dos próprios países CPLP, e que assumem cada vez maior importância no contexto mundial: o Brasil representa a possibilidade de penetrar e actuar dentro do Mercosul, que abrange mais de 365 milhões de pessoas e movimenta um PIB de quase 4 triliões de dólares; Angola afirma-se, em potencial, como a nação melhor colocada para atender os mercados e povos subsarianos onde vivem 500 milhões dos 889 milhões de habitantes de África e que, actualmente, é foco de atenção de capitais que falam múltiplas línguas.

E mesmo com uma língua e valores comuns, o empreendedor e empresário português ainda hesita, inebriadamente agarrado à ideia dos fundos estruturantes europeus… os tais que até eram estruturantes mas que não foram completamente utilizados como tal. À espera que… nada mude na Europa.

Um dos defeitos da economia e política portuguesas, nos últimos tempos e seguramente desde 1986, terá residido no facto de não se ter efectuado, com competência e sagacidade, uma análise de competitividade e, decorrente dela (e da sua inexistência), não se ter delineado uma estratégia como nação: em resumo, não definimos em que sectores chave da economia poderíamos (e desejávamos) ser competitivos, não definimos objectivos e, logo, não estabelecemos um plano para atingi-los.

Em poucas palavras, não definimos um fim e um plano para investir os meios que foram colocados à nossa disposição. Pior ainda: agimos como se o fim consistisse em gastar os meios. E assim fizemos, desdobrando-nos em múltiplas quimeras de formação profissional e vias rodoviárias que chegariam para mais que uma nação.

E assim foi: chegamos aos tempos actuais num estado infraestrutural de primeiro mundo, evoluímos na imagem. Portugal é um país bonito, de gente afável e acolhedora… mas com rumo incerto. E, embora cada vez menos face ao acelerar da crise e dos seus tentáculos financeiros paralisadores, insistimos em ficar tradicionalmente à deriva da crise europeia e, mais actualmente, mundial.

A oportunidade de nos afirmarmos como nação, empreendedora e útil, reside fortemente nos países CPLP. Aqui se encontram mercados maduros, onde as trocas comerciais ocorrem a ritmos elevados, prontos a receber os produtos e serviços que falam português, mas também despontam mercados menos desenvolvidos, mas quiçá igualmente nobres, onde o espírito português faz a diferença: as sociedades e economias africanas que falam a nossa língua, e por contágio geoterritorial também as demais vizinhas, precisam do investimento com efeito multiplicador que tão bem o empresário português sabe empreender. E o empresário português precisa de empreender, não podendo ficar paralisado no contexto da crise actual. Não é por acaso que a comunidade lusófona será talvez a única onde diferentes nacionalidades se entendem pacifica e fraternamente. É uma oportunidade e vocação que não deve continuar a ser perdida.

Neste contexto da CPLP, a grande plataforma de exercício da lusofonia empresarial reside no Brasil. Esta grande nação possui, no seu contexto actual, um bom posicionamento em todas as variáveis que definem as economias modernas: detém capital, com reserva estimadas em mais de 350 biliões de dólares; possui tecnologia em todas as áreas económicas, do agronegócio à construção e obras públicas; ostenta um mercado de consumo alicerçado no crescimento da classe média (actualmente 53% da população e mais de 100 milhões de potenciais consumidores); apresenta recursos naturais invejáveis onde se destacam a maior reserva de água potável do planeta e significativos mananciais de petróleo, gás natural e minério de ferro; e desenvolve actualmente o grande desafio de modernização e ampliação de infraestrutura (outro sector gigantesco e pleno de oportunidades empresariais para as empresas portuguesas, nomeadamente através das parcerias público privadas que agora despontam).

Na CPLP Consultoria possuímos mais de 10 anos de conhecimento empresarial e presencial no Brasil, em agronegócio, energias renováveis, construção e ambiente.

Permita que o ajudemos, caro colega e compatriota empresário, a internacionalizar a sua empresa, de forma a atingir os espaços e mercados lusófonos. Desta vez, com um rumo e plano definidos. Com a mesma humildade que tivemos em tempos, com confiança e vontade renovadas de trabalhar e vencer.

A partir do Brasil, o empresário português pode ganhar novamente o mundo e dar-lhe novos mundos.

Carlos Duarte
(Director Executivo)

A CPLP Consultoria

A CPLP Consultoria, faz parte integrante de um grupo empresarial, especializado em Apoio à Internacionalização de Negócios e Gestão de Investimentos Internacionais, com escritórios em Portugal, Brasil e Marrocos. O nosso domínio de actuação estende-se também a todos os países africanos que constituem a CPLP, com particular destaque para Angola, Moçambique e Cabo Verde. Desenvolvemos negócios à medida dos nossos clientes, de modo a permitir-lhes realizar investimentos de acordo com as suas disponibilidades financeiras.